2019

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2019

O Brasil de 2019 tem as cores esmaecidas de um passado recente, como fotografias encontradas em alguma caixa empoeirada nos sótãos da memória. Nossa história foi criada sobre apagamentos coletivos e uma placidez forjada. Atravessamos 2019 tateando um tempo de fronteiras difusas, procurando nos reconhecer como povo. Em que ano estamos, afinal?

Fabio Dudas se apropria de registros fotográficos como ponto de partida para suas pinturas e, através de uma sobreposição estilística e conceitual, busca montar um mosaico multifacetado e refletir sobre esta contemporaneidade controversa.

A imagem retida na pintura é uma espécie de reprodução de sua reprodução, tendo sua origem distorcida. Há camadas de registros que se perdem no processo, e o que se fixa pode gerar novas percepções de significado e memória, como uma autoverdade. Mas a repetição de desenhos e signos no campo visual pode gerar um entendimento absoluto, uma verdade absoluta?


Curadoria: Paula Albuquerque, designer e jornalista.


"Nossa história foi criada sobre apagamentos coletivos e uma placidez forjada. Atravessamos 2019 tateando um tempo de fronteiras difusas, procurando nos reconhecer como povo."